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20 junho 2012

Doce de pêssego com cravinho e baunilha


Gosto de fruta e gosto particularmente da fruta desta época. Rendo-me ao perfume dos morangos, à doçura das cerejas, ao encarnado das ameixas, à maciez dos pêssegos, à textura do figo… Como-os com sofreguidão antevendo o fim de época. E na tentativa de os perpetuar e permitir-me saboreá-los durante o resto do ano, conservo-os. Em doces, compotas ou simplesmente em calda. Não é decerto a mesma coisa mas um doce de fruta biológica, da época, feito em casa é precioso.
E assim abasteço a despensa de doces para o resto do ano. Os mesmos que me acompanham no resto do ano, em finais de tarde com família e amigos. À mesa.
O meu agradecimento à More Than Cookies pelo convite para participar no projeto “Blogs convidados” e pela cortesia do envio deste conjunto para compotas que vieram combinar na perfeição com os coloridos e aromáticos fracos de doce que vão começar a sair desta cozinha. Como este, de pêssego com cravinho e baunilha. Curioso com esta combinação improvável? Experimente e surpreenda-se!
Quando as combinações improváveis resultam em finais felizes!
Boa semana!
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Doce de pêssego com cravinho e baunilha
Ingredientes: 750g de pêssegos biológicos bem lavados e descaroçados, polpa de metade de um limão (sem caroços nem película branca), 350g de açúcar, 3 cravinhos, sementes de uma vagem de baunilha
(b): Coloque os pêssegos, o limão e o açúcar no copo seco. Triture 5 seg, na vel 4. Junte os cravinhos e as sementes da baunilha e programe 20min, 100º, vel 2. Retire o copinho e coloque sobre a tampa da máquina o cesto voltado ao contrário. Programe 20 min, temp varoma, vel 1.
Verifique a consistência do doce no final do tempo. Se estiver muito líquido programe mais uns minutos na mesma temperatura e velocidade.
Deite o doce em frascos previamente esterilizados e secos.
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13 março 2012

Doce de laranja doce

A receita deste doce vem com um atraso de um ano. Pelo menos.. Na altura, a correria do momento impediu que o registasse em fotos. E baralhou-me os cálculos mentais deixando uma por contar (coisas que a gravidez poderia, quiçá, explicar.. desculpa Helena..). Voltei a fazê-lo algum tempo depois impelida pela promessa de o publicar e partilhar a receita.

Eu pessoalmente não sou fã do tradicional doce de laranja amarga mas gostei deste, com o doce e o amargo equilibrados.
A Suzana publicou, por essa altura, uma receita de doce de laranja doce onde explica algumas diferenças entre este e o doce feito com laranjas amargas.


E vocês, preferem-no mais doce ou mais amargo?

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Doce de laranja doce
Ingredientes:
1 kg de laranjas doces (usei do Algarve)
Sumo de 1 limão grande (ou 2 limões pequenos)
açúcar mascavado claro
açúcar branco
3 chávenas de água
2 paus de canela

(t): Lave bem as laranjas e seque-as.  Descasque duas laranjas com ajuda de uma faca afiada, de forma a retirar apenas a casca laranja. Reserve. Retire toda a pela branca e reserve também.  
Corte as laranjas restantes ao meio. Esprema o sumo de todas as laranjas e coloque uma panela alta. Com uma colher escave o interior das cascas. Coloque tudo (juntamente com a pele branca e caroços das outras duas laranjas) num pedaço de musseline e ate com fio de cozinha de modo a obter uma boneca.
Corte as cascas reservadas em tirinhas finas. Coloque na panela juntamente com o sumo de limão, a água e a boneca (ate-a a uma pega do tacho). Leve a lume brando durante cerca de 40 minutos, até que as cascas estejam macias. Retire a boneca e deixe-a arrefecer. Esprema bem a boneca para dentro do tacho. Meça todo o líquido em chávenas e junte a mesma quantidade de açúcar mascavado e branco (50/50). Leve novamente ao lume e junte os paus de canela. Vá mexendo até o açúcar se dissolver e deixe ferver durante cerca de 30 minutos. Tenha atenção durante este processo e verifique o ponto do doce algumas vezes. Coloque uma colher de sobremesa de doce num prato frio, deixe arrefecer ligeiramente e passe o dedo pelo meio traçando uma linha limpa. O doce estará no ponto quando a linha se mantiver desenhada. Se o doce voltar a cobrir o prato deixe reduzir mais uns minutos e vá testando o ponto de 5 em 5 minutos.
Quando estiver no ponto retire do lume. Rejeite os paus de canela e deixe arrefecer. Coloque o doce em frascos esterilizados e bem secos, cubra com papel vegetal e tape os frascos.
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Notas:
- Receita adaptada desta do Simply Recipes;
- Use um tacho alto para evitar que o doce derrame já que quando começar a ferver o doce vai borbulhar e subir;
- A canela é opcional, pode não usar.

01 fevereiro 2012

Doce de arandos vermelhos

Sempre tive alguma (muita!) curiosidade pelos arandos vermelhos frescos (cranberries). Conhecia-os desidratados, de aparência semelhantes a uma passa mas de cor mais viva e de sabor mais doce. E também em compotas e sumos.

Em Dezembro ainda fui a tempo de os encontrar nos supermercados em Astoria e não resisti a trazer um saco deles comigo. Surpreenderam-me em tudo, na textura, no sabor, no aroma.
São rijos e muito resistentes. E ácidos! De polpa branca e pontilhada de sementes. Não lhes consigo semelhar um sabor. Aguentam-se intactos durante semanas no frigorífico (consumi-os três semanas depois de os ter comprado).

Destinei, parte deles, a este doce e congelei os restantes na expectativa de os usar mais tarde num bolo ou nuns scones. Veremos. Para já, a receita do doce. :)


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Doce de arandos vermelhos


Ingredientes: 500g de arandos vermelhos frescos, 200g de açúcar, sumo de raspa de 1 laranja, 1 maçã pequena, 125ml de água


(T): De véspera, lave os arandos e escorra-os. Corte-os em metades ou pique-os grosseiramente num processador de alimentos. Coloque-os num recipiente de vidro, junte o açúcar e o sumo de laranja e envolva tudo. Cubra o recipiente com película aderente e guarde no frigorífico de um dia para o outro.Descasque e rale grosseiramente a maçã. Coloque-a numa caçarola juntamente com a raspa da laranja. Escorra o sumo dos arandos e deite na caçarola. Junte ½ chávena dos arandos (reserve os restantes) e cerca de 125ml de água. Cozinhe por 15-20 minutos (vá mexendo de vez em quando com uma colher de pau). Junte o resto dos arandos e deixe cozinhar por mais 8-10 minutos. Coloque o doce em frascos de vidros esterilizados, feche-os e coloque-os de boca para baixo até arrefecerem por completo.

(B): De véspera, lave os arandos e escorra-os. Corte-os em metades ou pique-os grosseiramente na Bimby com uns toques de turbo. Coloque-os num recipiente de vidro, junte o açúcar e o sumo de laranja e envolva tudo. Cubra o recipiente com película aderente e guarde no frigorífico de um dia para o outro. Descasque e rale grosseiramente a maçã (usei um ralador mas pode triturar a maçã na Bimby 5 seg na vel 5). Coloque-a no copo juntamente com a raspa da laranja. Escorra o sumo dos arandos e deite no copo. Junte ½ chávena dos arandos (reserve os restantes) e cerca de 125ml de água. Programe 18 min, 100º, vel 2. Junte o resto dos arandos e programe 5 min, varoma, vel 1. Substitua o copinho pelo cesto (invertendo-o em cima tampa) e programe mais 5 min na mesma temperatura e velocidade. Coloque o doce em frascos de vidros esterilizados, feche-os e coloque-os de boca para baixo até arrefecerem por completo.

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Notas:
- Ligeiramente adpatado de
Cranberry Jam Recipe - 101 Cookbooks (receita original da Tessa Kiros)

28 novembro 2011

Scones de frigideira com compota de maçã, laranja e canela

A Moira lançou o desafio e eu...
Tentei imaginar o dia-a-dia da Maria, em Timor, mas acho que nem cheguei perto.
Tentei pensar em refeições feitas com o que ela por lá tem à mão e não fui além de umas sopas e mais algumas receitas mais básicas.
Tentei imaginar-me a tomar o pequeno-almoço no lugar da Maria e não consegui idealizá-lo sem a habitual torrada e galão.
Pensei na Maria, no outro lado do mundo, e imaginei como eu, no lugar dela, me sentiria feliz com alguma coisa que me fizesse lembrar o sabor de casa, do conforto e das boas memórias.
Para a Maria aqui ficam as duas receitas na expectativa de poder ter contribuído para amenizar o seu dia-a-dia.

Parabéns à Moira pelo desafio e pelo 4.º aniversário do seu delicioso blogue Tertúlia de Sabores.

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Scones de frigideira com compota de maçã, laranja e canela

Ingredientes para os scones (para três scones como o da foto): 2 chávenas de farinha com fermento, ¾ colher de chá de sal fino, 1 colher de chá de açúcar, 1 chávena de buttermilk*, farinha extra para amassar

Ingredientes para a compota: 2 maçãs (usei reinetas), sumo de limão, sumo e raspa de 1 laranja grande, 1 colher de sopa de açúcar, 1 colher de café de canela em pó

(T) Preparação dos Scones: Pré-aqueça uma frigideira anti-aderente enquanto prepara a massa. Misture os ingredientes secos, junte o buttermilk e amasse até obter uma massa moldável e não pegajosa (se necessário juntar mais farinha).
Forme 3 bolas do mesmo tamanho e achate-as ligeiramente. Leve a cozinhar em lume baixo cerca de 5-8 minutos de cada lado. Deixe arrefecer.


(T) Preparação da compota: Num tacho leve ao lume o sumo de laranja, a raspa e o açúcar até ferver. Deixe reduzir durante 5 minutos.
Descasque entretanto a maçã, corte-a em pequenos dados e regue com o sumo de limão para não oxidar. Junte a maçã e a canela, envolva bem e deixe cozinhar por cerca de 15 minutos ou até que o liquido se evapore. Sirva morna com os scones.

*Para fazer o buttermilk caseiro misturar uma colher se sumo de limão numa chávena de leite e deixar repousar por 10minutos.

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Notas:
- A receita dos scones foi ligeiramente adaptada da receita de skillet scones do Baking Bites e a receita da compota de maçã foi adaptada de uma receita de compota de maçã e pêra da revista Saveurs de Set/Out;
- Depois de os scones estarem cozidos de ambos os lados, optei por cortá-los ao meio na horizontal e levá-los de novo ao lume na frigideira por mais uns minutos.

23 junho 2010

Doce de figo com canela

As experiências com figos vão acontecendo à medida que eles vão chegando. Os primeiros tiveram fim imediato mas a gula está saciada e eles já se começam a aguentar no frigorífico por algum tempo até que a sentença lhes seja ditada. Os últimos foram reduzidos a doce e entretanto chegaram mais que aguardam já a sua estreia por estes dias..


Doce de figo com canela

Ingredientes (para dois frascos como o da foto): 600g de figos frescos com pele (usei figos lampos), 250g de açúcar, ½ limão pelado e sem caroços, 2 paus de canela

(B): Colocar os figos, o açúcar e o limão no copo e triturar tudo 6 seg na vel 5. Juntar os paus de canela e programar 25 min, 100º, vel colher inversa. No final do tempo substituir o copinho pelo cesto (virado ao contrário) e programar mais 10 min, varoma, vel colher inversa. Deixe arrefecer, retire os paus de canela e deite em frascos de vidro previamente esterilizados. Vede bem.



Notas:
- Se gostar de encontrar pedaços de figo maiores pique ligeiramente os figos em vez de os triturar.

17 novembro 2009

Doce de abóbora com marmelo


No fim-de-semana trouxe mais umas abóboras de casa da minha sogra. Há uns anos atrás confesso que nem que me fossem oferecidas que as aceitava. Na sopa tinha que ser bem passada para que a comesse. Comê-la à colher, nas sopas de cozido, nem pensar.. E doce de abóbora nem vê-lo. Acho que foi pura embirração porque hoje é dos legumes que mais gosto. Em tudo!
Só ainda não a usei no pão mas está para breve.
Entretanto lembrei-me que a poderia juntar a alguns frutos na confecção de doces e compotas. Não me fiquei pela ideia e pedi uns marmelos à minha sogra para fazer a experiência. Gostei tanto do resultado que vou experimentar com outros frutos.
A consistência ficou perfeita e o sabor bem… a abóbora acentuou o sabor do marmelo e amaciou-lhe a polpa. O resultado foi uma espécie de marmelada suave, leve e bastante saborosa e aromática.
Acho que ainda se está a começar a descobrir a riqueza nutricional da abóbora mas aos poucos acredito que passe a integrar mais assiduamente os nossos hábitos alimentares.
E já agora, por curiosidade, a abóbora é baixa em calorias (95% da sua composição é água) e rica em ferro, cálcio, fósforo, potássio, magnésio, zinco, fibra, riboflavina e vitaminas A, C, E e complexo B. Contém também pigmentos carotenóides como alfacaroteno, betacaroteno e luteína que protegem o organismo de doenças crónicas (cardíacas e cancerosas) e previne problemas de visão. Todas as variedades de abóbora são também laxantes e depuradoras.

Experimente e, já agora, prove-o com queijo fresco.
Doce de abóbora e marmelo

Ingredientes: 400gr de abóbora, 200gr de marmelos, 300gr de açúcar, 1 colher de café de canela, 1 colher de chá de raspa de limão,1 pitada de noz moscada (a pontinha da faca)

(T): Lave bem a abóbora e os marmelos. Descasque a abóbora, retire-lhe as pevides e corte-a em pedaços pequenos. Faça o mesmo com os marmelos mas deixe ficar a casca. Coloque num tacho fundo a abóbora e os marmelos e junte o açúcar, a raspa de limão, a canela e a noz moscada. Misture bem e leve a lume baixo para cozer lentamente. Vai-se mexendo com uma colher de pau até atingir o ponto de estrada. Retire do lume e passe o doce com a varinha mágica.

Coloque em frascos esterilizados e secos.



(B): Lave bem a abóbora e os marmelos. Descasque a abóbora, retire-lhe as pevides e corte-a em pedaços pequenos. Faça o mesmo com os marmelos mas deixe ficar a casca. Coloque no copo a abóbora e os marmelos e junte o açúcar, a raspa de limão, a canela e a noz moscada. Triture tudo 15 seg na vel 5 e programe 20 min, 100º, vel 1.
No final do tempo, substitua o copinho pelo cesto voltado de boca para baixo e programa 10 min, temp varoma, vel 1.
Coloque em frascos esterilizados e secos.


Notas:
- As quantidades indicadas dão para dois frascos médios de compota.

03 outubro 2009

Em tempo de marmelos...

O gosto pelos doces, compotas e marmeladas vem desde miúda. Cresci a ver a minha mãe de colher de pau na mão a mexer paneladas de doce de tomate, doce de chila e marmelada. Nesses dias nem sequer era preciso estar na cozinha para saber o que ela estava a fazer. O cheiro corria pelos corredores e rapidamente toda a casa estava perfumada de doce. Doce ao pequeno-almoço, ao lanche. Até os dias de praia tinham outro sabor com bolachas de água e sal com marmelada ou doce de tomate.

De há uns anos a esta parte todos os anos faço marmelada e geleia. Por esta altura os marmeleiros dos meus sogros estão carregados e começa a luta contra o tempo, ou melhor, contra os bichos, que assim que entram neles minam por completo o seu interior. Este ano fiz a receita habitual e a da Canela e depois, uma mistura das duas. E é esta que hoje partilho.

Bom fim-de-semana prolongado!


Marmelada

Ingredientes: 900gr de marmelos descaroçados biológicos, 350gr de açúcar, 1 pau de canela

(B): Com uma escova lave e esfregue bem os marmelos. Corte-os em quartos, retire os caroços e coloque-os no copo da Bimby. Adicione o açúcar e triture 30seg, na vel 9. Com a espátula faça descer os resíduos e programe 30min, 100º, vel inversa 3 1/2. No final retire o copinho da tampa, substitua-o pelo cesto ao contrário e seleccione 30 min, temp varoma, vel 3 1/2.
Coloque em recipientes próprios e depois de arrefecer e secar, tape com papel vegetal.
Notas:
- Receita
adaptada desta da Canela (alterações na quantidade de açúcar, tempos e pau de canela);
- Esta marmelada é perfeita para cortar em fatias ou em cubos e servir com queijo seco ou amanteigado.

15 abril 2009

Compota de morango, tomilho e baunilha _red day

Vermelho é paixão e ira. É sangue e vida. É morango e groselha. É tinta e papel. É cor e pigmento. É tomate e beterraba. É fogo e terra. É força e virilidade. É feminino e masculino. É sopa e compota. E é o tema do dia de hoje no desafio Dia da Cor lançado pela Mary.

As possibilidades de criação em torno da cor escarlate são imensas e acredito que mil e uma ideias tenham passado pela cabeça de todas as que hoje participam no desafio. Eu não fui excepção mas a escolha recaiu por uma compota que me andava a tentar desde que a vi. A escolha foi perfeita e assim deixo a minha marca no Red Day.


Compota de morango, tomilho e baunilha

Ingredientes: 1,5kg morangos pouco maduros (usei 800gr), 1,5kg açúcar branco (usei 700gr), 1 vagem de baunilha, tomilho-limão q.b., sumo de 2 limões (usei 1 limão grande)
(MFP): Corte os morangos em fatias grossas, coloque-os numa taça, regue com o sumo dos 2 limões e o açúcar. Envolva com cuidado e tape com papel transparente. Deixe a repousar de um dia para o outro. Deite a mistura de fruta na cuba da máquina de pão, junte as sementes da vagem de baunilha e as folhas de tomilho e selecione o programa Doce/Compota. Deixe arrefecer por alguns minutos e deite em frascos de vidro previamente esterelizados. Vede bem.



(T): Corte os morangos em fatias grossas, coloque-os numa taça, regue com o sumo dos 2 limões e o açúcar. Envolva com cuidado e tape com papel transparente. Deixe a repousar de um dia para o outro. Deite a mistura de fruta num tacho próprio e em lume brando deixe ferver durante 5 minutos. Retire qualquer tipo de espuma que se tenha formado e incorpore as sementes da vagem de baunilha, assim como as folhas de tomilho e mexa bem. Deixe arrefecer por alguns minutos e deite em frascos de vidro. Vede bem.


Notas:
- Este receita rende 3 frascos médios de compota;
- A compota fica bastante macia, com um aroma a baunilha e tomilho;
- Receita elaborada pela RAR para a bluecooking.

28 agosto 2008

Doce de figo com Moscatel de Setúbal e Desafio da Geleia

Bem, este doce andou aqui na cabeça mas teve que sair!... Quando fui de férias andei matutando sobre o que fazer com um montão de figos que estavam amadurecendo no frigo. Mas, como o tempo não deu pra tudo, acabei por jogar os figos no lixo de tão maduros que estavam. Quando voltei, a minha sogra deu-me mais uma caixa cheia de figos pretos.

Entretanto, e como não minha ausência não consegui manter-me a par das novidades dos blog's que visito, descobri que havia alguns desafios que eu gostava de aceitar, mas pra isso precisava magicar uma receita e alguns desafios estavam mesmo a terminar.

Foi então que hoje decidi pegar nos figos e responder ao desafio da Fer Ayer do
Sabor.
Deu-me um prazer imenso porque andava com estes ingredientes na cabeça há algum tempo e confesso que estava muito curiosa sobre o sabor e textura final. O resultado foi bem do meu agrado e superou as minhas expectativas porque, admito, que para mim qualquer figo fresco se sobrepõe a qualquer doce ou salgado confeccionado com figo. Mas, sinceramente, adorei!

Obrigada Fer pelo desafio!

Agora a receitinha:

Doce de figo com Moscatel de Setúbal




Ingredientes: 500 gr de figos pretos maduros, 200gr de açúcar,
0,5dl de Moscatel de Setúbal, 1 pau de canela


Pelar os figos e triturá-los grosseiramente com a ajuda de uma picadora.
Colocá-los numa panela com o açúcar, o pau de canela e o Moscatel e levar a lume baixo durante 30/40 minutos até obter a consistência desejada. Não esquecer de ir mexendo com uma colher de pau.

Guarde o doce em frascos esterilizados (escaldados em água a ferver) e secos, enchendo-os até 1cm dos bordos. Limpe o excesso que possa cair na boca do frasco, enrosque a tampa e vire-os imediatamente de boca para baixo até o doce arrefecer.


Este doce também pode ser feito na Bimby da seguinte forma:

Pelar os figos e parti-los em metades.
Colocá-los no copo e triturar com 4 golpes de turbo.
Juntar o açúcar, o Moscatel e o pau de canela e programar 20min, 100º, vel 1 inversa.
Substituir o copinho pelo cesto e deixar apurar mais 10min, temp varoma, vel colher inversa.

15 julho 2008

Doce de Tomate


Na familia sempre houve a tradição do cultivo de pequenas hortas que trazem às nossas refeições os legumes perfumados e tenros acabados de colher pelo avô, pelo tio e, agora, pelos sogros. Todos os anos me lembro, por esta altura, de ver a minha mãe chegar a casa carregada de tomates maduros vindos da horta do meu avô, que acabavam em tomatada ou tomates com ovos. Eu confesso que não gosto e prefiro dar-lhes outro fim. Este ano, com a Bimby, a confecção dos doces e das marmeladas que costumo fazer na altura de maior abundância de certos frutos, torna-se bem mais fácil e prática. Hoje fiz o primeiro doce de tomate deste ano, do qual vos deixo a receita.

Igredientes: 1kg de tomates já pelados e sem graínhas 800gr de açúcar casca de 1/2 limão 2 paus de canela 1 carvinhos (opcional)

Depois de pelar e retirar as sementes ao tomate, corte-o em quartos e deixo-o a escorrer durante 1 ou 2 horas.

(B): Coloque o tomate e o açúcar no copo da Bimby e triture durante 10 seg na vel 6.

Junte os paus de canela, a casca de limão e o cravinho e programe 20 min, temp 100º, vel 2 (se começar a salpicar reduza a velocidade para 1 ou até mesmo colher). No final do tempo, retire o copinho do bucal, coloque o cesto cima da tampa (para evitar salpicos) e programe mais 20 minutos, na temperatura varoma e na velocidade 1.

(T): Numa panela alta junte o tomate e o açúcar e passe uns segundos com a varinha mágica para ajudar a desfazer o tomate. Junte os paus de canela, a casca de limão e os cravinhos e leve ao lume, mexendo frequentemente, até obter a consistência desejada (cerca de 40 minutos).

Guarde o doce em frascos esterilizados (escaldados em água a ferver) e secos, enchendo-os até 1cm dos bordos. Limpe o excesso que possa cair na boca do frasco, enrosque a tampa e vire-os imediatamente de boca para baixo até o doce arrefecer.

22 junho 2008

Doce de frutos silvestres

Andava na net à procura de um doce de frutos silvestres para rechear um bolo de aniversário e encontrei este que é da autoria de um Sr. de nome João Pedro Picão, cuja receita foi presente ao Festival do chocolate de Óbidos num Bolo de Chocolate e Frutos Silvestres.

Aqui fica a receita original e a adaptada à Bimby:

Ingredientes: 300g de frutos silvestres (usei congelados) 100g de açúcar 1 cálice de vinho do Porto

(B): Colocar todos os ingredientes no copo e programar 100º, 20 min, vel colher inversa.
Nos últimos 5 minutos, retirar o copinho, colocar o cesto em cima e deixar apurar, temperatura varoma e velocidade colher inversa.

(T): Colocar num tacho todos os ingredientes e leve a lume brando, mexendo constantemente, até obter a consistência desejada.

Guardar num boião de vidro previamente esterelizado ou deixar arrefecer e usar de imediato no bolo ou doce que estiver a fazer.

Notas:
-
Pode ser utilizado tanto como compota como doce para rechear bolos, crepes e doces.