29 abril 2009

Dip de abacate e ervas aromáticas_green day

Transmite por si só paz e serenidade. É cor que não deixa morrer a esperança. Que simboliza a energia da natureza. Que persegue os optimistas. Que afugenta o mau augúrio. Que conforta e relaxa. Que faz vibrar olhares. Que impõe respeito e ordem. Que dá vida. Que sacia. Que afasta o perigo. Que abona as culturas. Que ordena passagem. Que aviva memórias. Que representa um povo. Que harmoniza. Que cura. Que desperta fome e sede. E, claro, é a cor de dá o mote ao desafio do Dia da Cor desta quarta-feira.

A minha proposta verde pode anteceder uma refeição, complementar um prato ou constituir um simples snack. Saboreia-se só ou acompanhado a gosto e impõe um sabor bem característico e fresco.

Dip de abacate e ervas aromáticas

Ingredientes: 1 abacate, 2 colheres de sopa de iogurte natural, sumo de 1/2 limão, 1 dente de alho, cebolinho, salsa, manjericão, sal e pimenta preta de moinho q.b.

(B): Coloque todos os ingredientes no copo da Bimby e triture 30 seg, na vel 5-7. Faça descer os resíduos das paredes do copo e volte a triturar 1 min, na vel 7-8. Sirva de imediato.

(T): Coloque todos os ingredientes num liquidificador ou robot de cozinha e triture até obter uma pasta cremosa e homgénea. Sirva de imediato.

Sugestões:
- Pode servir com aperitivos de milho (nachos), palitos de legumes crus ou mini tostas;
- Funciona muito bem como guarnição de uma salada ou de uma simples massa cozida.


26 abril 2009

Creme de abóbora com hortelã e requeijão

Os dez graus a menos que se registaram ontem, depois de uns anteriores 29º, fizeram-nos voltar às camisolas de malha e a uma sopinha bem quentinha para ajudar a esquecer este invernoso dia de Primavera. Mas até soube bem, não fosse o vento irritante e gelado que nos fazia recuar a cada tentativa de sair de casa.


Creme de abóbora com hortelã e requeijão

Ingredientes: 2 courgettes, 400gr de abóbora, 1 alho francês, 60gr de azeite, 1,5l de água, sal, 250gr de requeijão, hortelã fresca, pimenta preta de moinho

(T): Lave as courgettes e corte-as em cubos pequenos. Deite numa panela e junte a abóbora cortada em pedaços. Corte o alho francês em rodelas, lave em água corrente e junte aos restantes legumes. Adicione o azeite, tape a panela e leve a estufar sobre lume muito brando durante cerca de 10 minutos, mexendo de vez em quando. Tempere com sal e regue com a água a ferver. Deixe cozinhar até os legumes estarem macios. Junte o requeijão em bocados e triture tudo com a varinha mágica até ficar em creme. Perfume a sopa com folhinhas de hortelã fresca cortadas em tiras e sirva polvilhada com pimenta acabada de moer.

(B): Lave as courgettes e corte-as em cubos pequenos. Coloque-as no copo com a abóbora cortada em pedaços. Corte o alho francês em rodelas, lave em água corrente e junte aos restantes legumes. Adicione o azeite, feche o copo e dê dois curtos toques de turbo. Programe 8 min, 100º, vel 2. Tempere com sal e regue com a água a ferver. Deixe cozinhar durante 18min, 100º, vel 1. Junte o requeijão em bocados e triture tudo durante 30 seg, progressivamente na vel 5-7-9. Perfume a sopa com folhinhas de hortelã fresca cortadas em tiras e sirva polvilhada com pimenta acabada de moer.



Esta manhã, depois de uma chuva miuda que caiu durante a noite, as cores do jardim e da pequena horta improvisada num canteiro vazio recriavam o cenário perfeito para uma sessão fotográfica que por si só permite sentir o aroma que pairava no ar..


A minha aboboreira está carregada de flores e o tomilho também. Até a rúcula e a salvia, que crescem com uma rapidez tamanha, já floriram.


Boa semana!

Notas:
- Receita adaptada
daqui.

23 abril 2009

Penne com salmão alla puttanesca

O nome não é dos que soa melhor, é um facto. Mas o sabor deste prato tipicamente mediterrâneo mantém-no vivo na nossa memória. A origem da receita original, confecionada com alcaparras e anchovas, é incerta. O próprio nome tem sugerido algumas pistas e alguns cozinheiros acreditam que este prato pode ter sido inventado por uma prostituta de nome Yvette la Francese, que além do bordel tinha também uma casa de pasto. Outros afirmam que o prato era originalmente feito com macarrão e era chamado de A la Marinara, tendo mudado de nome após a Segunda Guerra Mundial.

Factos e designações à parte é certo que a pasta puttanesca é óptima, tanto nesta versão como na original. Para os que gostam de sabores mais condimentados aconselho a versão original. Basta substituírem o salmão pelas anchovas e acrescentarem as alcaparas a gosto.


Penne com salmão alla puttanesca

Ingredientes: 350gr de penne rigate ou outra massa tubular semelhante, 1 filete de salmão médio sem pele, 4 dentes de alho esmagados, 300g de tomate cereja sem pele nem sementes, azeite, sal e pimenta vermelha q.b., azeitonas pretas sem caroço, folhas de manjericão fresco

(wok): Coza a massa numa panela grande com água, sal e um fio de azeite até ficar al dente. Escorra-a de seguida, reservando um pouco da água da cozedura.
Tempere o salmão com o sal e a pimenta. Cubra o fundo do wok com azeite, adicione o salmão e deixe-o cozinhar de ambos os lados até dourar. Retire, desfaça-o em pequenos pedaços e reserve. Escorra o azeite sobejante do wok. Coloque novo azeite e os dentes de alho. Cozinhe durante uns segundos até alourar. Adicione os tomates cortados em metades e deixe cozinhar mais uns minutos. Junte 1 chávena da água da cozedura da massa e deixe levantar fervura. Adicione a massa e as azeitonas e cozinhe por 2/3 minutos até o molho engrossar. Junte o salmão e deixe cozinhar por mais 2 minutos. Se for necessário junte um pouco mais de água da cozedura da massa. Retire do lume, polvilhe com o manjericão picado e sirva de imediato.


Notas:
- A receita adaptada da Food & Wine.

20 abril 2009

Sopa de beterraba e cenoura

Não, não ando numa onda de vermelho! : ) Esta semana que passou estive fora e não cozinhei e como ainda não tinha colocado aqui esta receita, aproveitei. É uma óptima sopa e excelente para quebrar o sabor corriqueiro das sopas. Para os que torcem o nariz à beterraba garanto que não fosse a cor não se dava por ela. Experimentem! A receita original, a qual adaptei ligeiramente, é da querida Canela e podem conferi-la aqui.


Sopa de beterraba e cenoura

Ingredientes: 3 cenouras, 200gr de abóbora, 2 cebolas pequenas, 1/2 courgette, 2 beterrabas cozidas, sal e azeite q.b., 1 colher de sopa de natas de soja, uns pezinhos de coentros frescos

(B): No copo junte as cenouras, a abóbora, as cebolas, a courgette e os coentros. Coloque a água um pouco abaixo do nível dos legumes, para o creme ficar espesso, e triture na velocidade 5 durante alguns segundos. Programe 20min, 100º, velocidade 1. Adicione o sal e as beterrabas cozidas e programe mais 5 minutos na mesma temperatura e velocidade. No final acrescente o fio de azeite e rectifique o sal, segure o copo da tampa (com um pano) e triture durante 1 minuto, progressivamente até à velocidade 9. Decore com as natas e uma haste de coentros picada.

Notas:
- Esta sopa come-se bem tanto quente como fria e fica com uma consistência e cor fantástica!

Boa semana!

15 abril 2009

Compota de morango, tomilho e baunilha _red day

Vermelho é paixão e ira. É sangue e vida. É morango e groselha. É tinta e papel. É cor e pigmento. É tomate e beterraba. É fogo e terra. É força e virilidade. É feminino e masculino. É sopa e compota. E é o tema do dia de hoje no desafio Dia da Cor lançado pela Mary.

As possibilidades de criação em torno da cor escarlate são imensas e acredito que mil e uma ideias tenham passado pela cabeça de todas as que hoje participam no desafio. Eu não fui excepção mas a escolha recaiu por uma compota que me andava a tentar desde que a vi. A escolha foi perfeita e assim deixo a minha marca no Red Day.


Compota de morango, tomilho e baunilha

Ingredientes: 1,5kg morangos pouco maduros (usei 800gr), 1,5kg açúcar branco (usei 700gr), 1 vagem de baunilha, tomilho-limão q.b., sumo de 2 limões (usei 1 limão grande)
(MFP): Corte os morangos em fatias grossas, coloque-os numa taça, regue com o sumo dos 2 limões e o açúcar. Envolva com cuidado e tape com papel transparente. Deixe a repousar de um dia para o outro. Deite a mistura de fruta na cuba da máquina de pão, junte as sementes da vagem de baunilha e as folhas de tomilho e selecione o programa Doce/Compota. Deixe arrefecer por alguns minutos e deite em frascos de vidro previamente esterelizados. Vede bem.



(T): Corte os morangos em fatias grossas, coloque-os numa taça, regue com o sumo dos 2 limões e o açúcar. Envolva com cuidado e tape com papel transparente. Deixe a repousar de um dia para o outro. Deite a mistura de fruta num tacho próprio e em lume brando deixe ferver durante 5 minutos. Retire qualquer tipo de espuma que se tenha formado e incorpore as sementes da vagem de baunilha, assim como as folhas de tomilho e mexa bem. Deixe arrefecer por alguns minutos e deite em frascos de vidro. Vede bem.


Notas:
- Este receita rende 3 frascos médios de compota;
- A compota fica bastante macia, com um aroma a baunilha e tomilho;
- Receita elaborada pela RAR para a bluecooking.

14 abril 2009

Tortellini de ricotta e espinafres com béchamel de pesto

A Páscoa levou as amêndoas e os chocolates. Em casa restam apenas uns quartos de folares que teimam em não a deixar despedir-se de vez.. A semana de trabalho é pequena e o tempo não é muito. Faço novamente a mala e preparo um jantar rápido para os dois.


Tortellini de ricotta e espinafres com béchamel de pesto

Ingredientes (para 2 pessoas): 350gr de tortelinni de ricotta e espinafres, mistura de queijos para gratinados a gosto

Para o béchamel: 300gr de leite, 30gr de farinha, 20gr de manteiga, sal e pimenta q.b., 1 colher de sopa bem cheia de pesto

(T): Coza os tortellini num tacho com água e uma pitada de sal durante 4/5 minutos. Escorra e reserve.
Para o molho béchamel derreta a manteiga em lume brando, incorpore a farinha e adicione o leite quente mexendo continuamente ate levantar fervura. Deixe cozinhar durante cerca de 10 minutos em lume muito brando, retire e tempere com sal e pimenta. Adicione o pesto e envolva bem.
Disponha os tortellini num refratário levemente untado com manteiga, cubra com o béchamel e polvilhe com o queijo ralado. Leve a forno pré-aquecido a 180º com o grill ligado durante cerca de 10/15 minutos.

(B): Para poupar tempo coza os tortellini num tacho com água e uma pitada de sal durante 4/5 minutos. Escorra e reserve. Prepare entretanto na Bimby o béchamel: coloque no copo todos os ingredientes e programe 7 min, 90º, vel 4.
Junte o pesto e envolva 10 seg na vel 4.
Disponha os tortellini num refratário levemente untado com manteiga, cubra com o béchamel e polvilhe com o queijo ralado. Leve a forno pré-aquecido a 180º com o grill ligado durante cerca de 10/15 minutos.

10 abril 2009

Ovos de chocolate e amêndoa com cobertura de chocolate branco

Vem de longe a tradição da caça ao ovo. Os participantes pintavam e decoravam os ovos e escondiam-nos nos campos. Esta tradição assinalava o equinócio da Primavera e mais tarde foi adaptada pela Igreja Católica no principio do 1º milénio depois de Cristo, fundindo-a com outra festa popular da altura chamada de Páscoa. Ainda assim, o ritual da decoração dos ovos de Páscoa manteve-se até hoje nesta tradição quando ocorre o equinócio da Primavera.


Por cá a Páscoa celebra-se com os almoços em familia, a troca de ovos, amêndoas ou folares doces e as tradicionais procissões que anualmente marcam as celebrações da Semana Santa.

Boa Páscoa!!




Ovos de chocolate e amêndoa com cobertura de chocolate branco



Ingredientes (para 8 ovos): 60gr de amêndoa moida, 100gr de açúcar amarelo, 30gr de cacau em pó, 25gr de chocolate em pó, 25gr de manteiga à temperatura ambiente, 1 ovo pequeno

Para a cobertura: 150gr de chocolate branco, 75ml de natas, 25gr de manteiga, corante amarelo q.b.

Para a decoração: pauzinhos de espetadas, papel de alumínio, esferovite, duas caixas de ovos, tinta para papel, ráfia


(B): Coloque no copo todos os ingredientes e misture 20seg na velocidade 5. Deixe a massa repousar cerca de 30 minutos. Divida-a em 8 partes iguais, passe as mãos por óleo e dê-lhe a forma de ovo. Coloque no frigorífico de um dia para o outro.

(T): Misture bem todos os ingredientes num recipiente até estarem bem ligados. Deixe a massa repousar cerca de 30 minutos. Divida-a em 8 partes iguais, passe as mãos por óleo e dê-lhe a forma de ovo. Coloque no frigorífico de um dia para o outro.

Prepare a cobertura levando ao lume as natas até ferver. Retire-as do fogo e coloque o chocolate, previamente picado, aos poucos. Com uma espátula misture delicadamente, fazendo pequenos círculos. Quando a temperatura tiver descido abaixo de 60°C, incorpore a manteiga e envolva da mesma forma até obter um creme homogéneo. Misture depois o corante.

Forre o topo dos pauzinhos de espetadas com o papel de alumínio. Espete cada ovo num pauzinho, passe-os pelo chocolate até ficarem completamente cobertos e coloque-os a secar espetando a base do pauzinho no esferovite ou noutro suporte. Deixe secar durante umas horas. Retire-os cuidadosamente e apare o excedente com uma faca afiada. Reserve.


Para as caixinhas dos ovos: Separe a parte de baixo de duas caixas de ovos das tampas. Corte-as de modo a obter apenas uma caixa para 4 ovos. Apare as pontas e arredonde-as ligeiramente. Pinte-as com a cor desejada e deixe secar. Coloque nas 4 cavidades dos ovos pedaços de ráfia e coloque os ovos em cima de cada uma. Se for para oferecer pode embrulhá-los em papel celofane. Se preferir pode derretar novamente o chocolate restante e tapar os orifícios deixados pelos pauzinhos.



Notas:- Se preferir pode derreter novamente o chocolate restante e tapar os orifícios deixados pelos pauzinhos;
- Pode usar a caixa inteira ou recortando-a com o número de ovos que pretender colocar dentro;
- Receita baseada na Brisas Africanas do Livro "O melhor das nossas familias", da Vorwerk

Com esta receita participo no desafio de Páscoa do Chá da Tarde - Chocolate.

07 abril 2009

Carpaccio de laranja com calda de anis

Assinala-se hoje o Dia Mundial da Saúde e a Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta mais uma vez para os efeitos nocivos que as alterações climatéricas estão a provocar na saúde humana, apelando a uma maior consciencialização da opinião pública para a gravidade do problema e para a urgente necessidade em se encontrarem soluções para estabilizar o clima, evitar o sofrimento humano e os impactos negativos no mundo.

A OMS refere que existe um maior risco de mortes por doenças associadas ao clima e apela à mudança de atitutes simples, como controlar o consumo de água, optar pelo caminhar, andar de bicicleta ou transportes públicos, gerir melhor o consumo diário de energia, entre outras pequenas acções que em massa podem contribuir para um mundo melhor para todos.
E porque pela saúde e pelo ambiente devemos zelar todos os dias, deixo-vos uma proposta docinha mas saudável e óptima para os dias quentes que estão ai a chegar.


Carpaccio de laranja com calda de anis
Ingredientes: 30gr de amêndoa fatiada, 80gr de açúcar, 3 a 4 estrelas de anis (usei 2), 20gr de margarina, água, 3 a 4 laranjas, 40gr de mel (usei 20gr), pimenta preta de moinho, folhas de hortelã fresca

(T): Aloure a amêndoa fatiada numa frigideira antiaderente sobre lume brando. Retire as amêndoas para outro recipiente e reserve. Deite o açúcar na mesma frigideira, junte as estrelas de anis e a margarina. Borrife com um pouco de água até molhar o açúcar e leve a lume brando até o açúcar ficar em ponto de caramelo claro.
Entretanto lave as laranjas e descasque-as ao vivo. Corte em rodelas finas, coloque-as num prato fundo e aproveite todo o sumo que largaram para juntar ao caramelo. Junte o mel ao caramelo e deixe ferver sobre lume muito brando até se dissolver completamente. Se a calda estiver muito expessa junte um pouco mais de sumo de laranja.

Deite a calda sobre as laranjas e deixe arrefecer. Na altura de servir perfume com um pouco de pimenta moída na altura e com folhas de hortelã picadas e salpique com as fatias de amêndoa tostadas.


Notas:
- Pode ser adicionada água de flor de laranjeira à calda;
- Receita da Saberes & Sabores, destacável Fusion Food.

06 abril 2009

Para lá dos sentidos..

Saímos de casa perto da hora de almoço. A entrada é às 15h00 e vamos com calma. O aroma a eucalipto e a flor de esteva entra no carro e acompanha-nos durante toda a viagem.
Chegamos duas horas depois. Sentimo-nos perdidos no meio da ondulante paisagem que nos circunda. Uma pequena entrada murada de branco encaminha-nos para a Herdade e convida-nos a entrar. O laranja intenso das paredes e o azul-turquesa das portas e janelas quebra o verde bucólico da paisagem. Saio do carro e sou absorvida de imediato pelo silêncio que se faz sentir.

Dirijo-me à porta de entrada.

“Bom dia… Desculpe recebê-la assim…” diz-me enquanto ajeita a camisa que cai sobre as calças. “Isto aqui é sem cerimónias mas mesmo assim.. Desculpe lá..” e continua a passar as mãos pelas pontas da camisa.
“Não tem mal nenhum”, respondo. “Tenho uma reserva para o 6.º Sentido..”
“Ah sim..” (tira um pequeno papel do bolso manuscrito) “A Lu deixou-me aqui a indicação de que os senhores iam chegar.” “É a senhora…”
“Sou sim”, respondo.
“Se me quiserem acompanhar eu mostro-lhes já a casa.”
“Agradeço mas o meu marido fica no carro porque o bebé está a dormir.”
Ainda insiste que seria melhor ele ver também mas lá avançamos para a visita à casa que nos iria receber durante os próximos dois dias. Poucos minutos bastaram para percorrermos os espaços sui generis do Reguenguinho.

Na sala de estar, pequena e acolhedora, um grilo esboçado num enorme quadro de fundo amarelo preenche a parede quase na totalidade em conjunto com a lareira. Não consigo ancorar o olhar num ponto. Percorro as paredes, o chão, as janelas, os corredores.
Cantos e recantos criativamente decorados com peças de aqui e de acolá, com fotografias e telas pintadas, com tesouros herdados de família ou até mesmo com pequenas pechinchas que no conjunto completam as ambiências e cenários da herdade.

A mesa de refeições repousa no centro da sala comum, perto da lareira e junto a estantes com livros de decoração, arte e pintura, uma colecção de soldadinhos nazis e apetrechos de guerra, candelabros, carros e carrinhos, pesos e medidas. O pequeno-almoço serve-se até às 12h00 e a mesa arranja-se a rigor. As iguarias despertam-nos as papilas degustativas: sumos naturais, chás, queijo fresco e seco, marmelada e compotas caseiras, enchidos tradicionais, fruta fresca, pão e bolo caseiros e uma tarte de maçã que me atrevo a dizer que foi a melhor que já comi até hoje.

Da porta envidraçada conseguimos espreitar a piscina, os alpendres e páteos e as inúmeras espreguiçadeiras que convidam a um banho de sol ou a uma boa leitura. Mais uma vez se nota a imaginação e criatividade dos proprietários nos pequenos espaços que circundam a casa. Nada foi deixado ao acaso.

As plantas e flores crescem um pouco por todo o lado. Os morangueiros acompanham os degraus do pátio, feitos de travessas de madeira das ferrovias. A salsa, a hortelã e a hortelã-pimenta crescem livremente nos canteiros. Por todo o lado se houve os zunzuns das abelhas e abelhões que sugam o pólen sofregamente.

As portas dos outros quartos estão abertas. Sente-se um ambiente familiar. Sentimo-nos em casa e à passagem todos nos cumprimentam.

O conceito dos quartos baseia-se nos cinco sentidos. A decoração de cada um é alusiva a cada um dos sentidos, o tocar, o gusto, o vedere, o olor, o oir. A estes junta-se um loft, o 6.º sentido, e, mais acima, duas palafitas temáticas, água e terra.

O loft é místico. Sente-se o cheiro da lenha queimada no ar. Está decorado em tons cru, beije, bronze, quebrado por móveis rústicos de madeiras escuras. A sala, a pequena kitchenet e o wc completam o rés-do-chão. Uma estreita escadaria levam-nos ao sótão transformado num quarto simples e acolhedor.

Não há televisão ou computador. No loft há apenas um leitor de CD com uma cópia dos nouvelle vague. Ali o mundo parece parar. O vento a soprar nas cearas de trigo ainda verde, o som dos grilos a cantar e o por do sol são prenuncio do anoitecer que convida a uma boa leitura ou a um jogo de dominó.

No fim-de-semana que se torna sempre pequeno houve ainda espaço para a boa gastronomia alentejana. Não podia deixar de me deliciar com os petiscos da Tasca do Celso. A escolha desta vez recaiu sobre uns filetes de pampo com arroz de tomate, uns secretos de porco preto e uma sericaia acabada de sair do forno, generosamente polvilhada com canela e coroada por uma brilhante e doce ameixa de Elvas. Antes do regresso, uns frutos secos e um licor de bolota deixam na boca o desejo de voltar breve breve..

02 abril 2009

Brusketta de cogumelos, tomate, mussarela e manjericão

As malas estão quase fechadas. O sol e o mar, o campo e os pássaros aguardam-nos num fim-de-semana de sossego, paz, boa comida e passeio. Até lá umas refeições leves e frescas preparam-nos para uns dias prazeirosos de dolce fare niente na costa alentejana. Bom fim-de-semana!


Brusketta de cogumelos, tomate, mussarela e manjericão

Ingredientes: fatias de pão rústico, cogumelos frescos laminados, tomate fatiado, folhas de manjericão fresco picadas, mussarela de búfala fatiada, dentes de alho, azeite, sal e pimenta q.b.

(T): Coloque uma chapa anti-aderente sobre o fogão e disponha em cima as fatias de pão até ficarem ligeiramente tostadas. Retire, pincele com azeite e esfregue-as com o alho cortado ao meio. Entretanto coloque na chapa os cogumelos e o tomate durante alguns minutos. Disponha sobre as fatias de pão os cogumelos laminados, as fatias de tomate e polvilhe com sal e pimenta preta a gosto. Cubra com as fatias de mussarela e polvilhe com o manjericão. Leve ao forno no grill durante cerca de 5 minutos. Sirva de imediato.


Aproveito para deixar uma sugestão de um espaço óptimo que conheci recentemente e que se chama exactamente La Brus"k"etta. Para quem vive em Lisboa e arredores não deixe de visitar e provar uma das sugestões do chef Guerrieri.