29 Novembro 2009

Linguine alho de urso com pesto de tomate seco

O nome pode parecer estranho mas este linguine alho de urso tem um sabor a alho muito peculiar. Comprei-o numa loja de produtos biológicos que abriu cá recentemente e a vendedora, alemã simpática que já conheço de outras andanças, garantiu-me que não iria ficar indiferente ao seu sabor. A meio da cozedura trinquei-o e achei por bem juntá-lo a um pesto de tomate seco feito na hora. A escolha foi certeira!

Bom domingo!


Linguine alho de urso com pesto de tomate seco

Ingredientes (para duas pessoas): 450gr de linguine alho de urso (ou outro a gosto), 1 mussarela de búfala, 12 tomates cereja
Para o pesto: 6 metades de tomate seco escorridas, 1 colher sopa de nozes, 2 dentes de alho, 2 colheres sopa de azeite da conserva dos tomates, 1 colher de sopa de queijo parmesão ralado, 1 folha de manjericão fresco

(T): Leve um tacho ao lume com água, sal e um fio de azeite e coza a massa al dente.
Prepare entretanto o pesto: Coloque todos os ingredientes para o pesto no liquidificador e triture até obter uma pasta. Leve ao lume 3/4 minutos numa frigideira. Reserve.
Escorra a massa e disponha-a no prato de servir. Sobreponha-lhe o pesto. Corte os tomates cereja em metades, rasgue a mussarela e coloque-os por cima da massa. Sirva de imediato.

(B): Leve um tacho ao lume com água, sal e um fio de azeite e coza a massa al dente.
Prepare entretanto o pesto: Coloque todos os ingredientes para o pesto no copo e triture até obter uma pasta 10 seg, vel 5 (se necessário triture de novo). Baixe os residuos do copo e programe 4 min, 100º, vel 1. Reserve.

Escorra a massa e disponha-a no prato de servir. Sobreponha-lhe o pesto. Corte os tomates cereja em metades, rasgue a mussarela e coloque-os por cima da massa. Sirva de imediato.


Notas:
- Usei tomate seco em conserva de azeite;
- Este linguine alho de urso pode ser substituido por outro a gosto pessoal.

25 Novembro 2009

Quadradinhos de canela

Regressei hoje ao trabalho depois de 2 dias e meio enfiada literalmente em casa com a pequena adoentada. Hoje troquei com o pai e ficou ele com ela em casa. Felizmente está melhor mas ficará estes dias em casa por precaução.

As maleitas não abalam de todo a vivacidade e traquinice que caracterizam bem estes dois anos e nem com febre a formiga sossega. Chego ao fim do dia cansada. Está constantemente a chamar por mim e a pedir atenção: "mãããã, an'cá!" E lá vem ela buscar-me pela mão para me ir sentar ao lado dela a ver televisão. Tudo o que estou a fazer fica a meio porque ela não desiste enquanto não me arrasta com ela. Dois minutos depois consigo fugir para os meus afazeres que são interrompidos logo uns minutos depois: "mãããã, an'cá!" E é assim o dia inteiro. : )

Na segunda-feira, porém, uma das interrupções foi protagonizada pelo carteiro que, a meio tarde, me tocou à porta (e em boa hora porque só chego a casa ao fim da tarde). Achei estranho porque não estava à espera de nada mas ao ver a caixa com um carimbo dos correios de Espanha, não tive dúvidas. Chegava o presente do meu AIG.

Estava a meio desta receita e por mais que a curiosidade fosse muita consegui acabar de envolver as claras em castelo na massa, colocar o preparado no tabuleiro e meter no forno. Mas sempre com um olho na caixa.. E lá corri a abri-la. Estava cheia de iguarias andaluzes, delicadamente envolvidas em potes de vidro pintados à mão.. O meu Amigo Invisível Gastronómico não poderia ter-me enviado melhor presente. Adoçou-me a boca de tal maneira que me sentei de imediato à mesa a saborerar uns docinhos de coco e a conhecer um pouco de Priego de Córdoba.

E eis o que a Isabel me enviou:

1) Brochuras e mapas de Priego e de alguns dos seus produtos tradicionais como o azeite com a Denominação de Origem de Priego de Córdoba, que conta já com mais de 280 prémios e os "turrolates", um doce típico feito à base de cacau, amendoas ou amendoins, açúcar e canela;


2) marmelada, suspiros e docinhos de coco caseiros e caramelos de Priego;
 
Tudo carinhosamente embalado em frascos pintados à mão pela Isabel e envolvidos em dois individuais verde e amarelo. Obrigada Isabel! A visita já está prometida!
 
E como o presente chegou a meio da confecção destes quadradinhos deliciosos, é a ela que dedico esta receita!



Quadradinhos de canela

Ingredientes: 120gr de mel, 125gr de amêndoas com pele, 2 ovos, 50gr de açúcar, 1 colher de sobremesa de canela, 1 pitada de noz moscada, 220gr de farinha com fermento

(T): Triture finamente as amêndoas e reserve. Bata as claras em castelo firme e reserve.
Bata as gemas com o açúcar até obter um creme fôfo. Junte o mel, as amêndoas, a canela e a noz moscada e envolva bem. Adicione a farinha e misture. Por fim envolva cuidadosamente as claras em castelo. Deite o preparado num tabuleiro untado e polvilhado com farinha e leve a forno pré-aquecido a 180º durante 15 a 20 minutos.
Desenforme e corte em pequenos quadrados.


Notas:- Não use um tabuleiro muito largo e tenha atenção ao tempo do forno para evitar que se queimem;
- Receita adaptada de uma recortada de um pacote de farinha;

22 Novembro 2009

Gratinado de batatas, cogumelos e requeijão

Já na cama, com o computador pousado sobre as pernas, e antes da leitura da Visão desta semana e mais umas páginas do livro "Amor e Guloseimas", venho passar os olhos pelas novidades gastronómicas do mundo dos foodblogs e actualizar o meu.

O frio chegou de rompante e nem os casacos mais quentes conseguem evitar uma constipação. Por isso o fim-de-semana vai, infelizmente, prolongar-se por mais uns dias em casa porque a princesinha está adoentada. Fruta da época, dizem...

Boa semana a todos!


Gratinado de batatas com cogumelos e requeijão

Ingredientes: 1/2kg de batatas em fatias finas, 10 fatias de bacon, 300gr de cogumelos laminados (usei portobello), 400gr de requeijão, 2 colheres sopa de parmesão ralado, 2 colheres sopa de salvia, 4 ovos, 125ml de natas (usei de soja), 20gr de parmesão ralado, sal, pimenta e manteiga q.b.

(T): Pré-aqueça o forno a 180ºC. Unte um refractário com a manteiga. Cubra o fundo com uma camada de batatas. Cubra com 3 a 4 fatias de bacon. Misture o requeijão com as duas colheres de queijo parmesão, a salvia e tempere com sal e pimenta. Disponha parte desta mistura por cima do bacon. Cubra com os cogumelos. Repita este processo: batatas, bacon, cogumelos e a mistura do requeijão. Termine com uma camada de batatas.
Numa tigela misture as natas com o parmesão e os ovos e tempere com sal e pimenta. Verta por cima das batatas e leve ao forno por 40/50 minutos.


Notas:
- Corte as rodelas das batatas o mais fino possível para não dificultar a sua cozedura;
- Se a parte de cima começar a ficar queimada, cubra com uma folha de alumínio;
- Receita da blue cooking de Outubro 2009.

19 Novembro 2009

Pão semi-integral de mel e azeite

Tenho avós prendadas, de mãos habilidosas e sabedoras de artes de cozinha, de pintura, costura, renda e croché. A minha mãe também tem mãos de fada e ainda hoje faz a preceito algumas das receitas de familia, para não falar nas telas onde faz deslizar os pincéis em pequenas obras de arte.
Mas pão nunca as vi fazer. As lembranças de ver amassar pão guardo-as da senhora onde íamos, há uns bons anos atrás, ao sábado, buscar os pães caseiros para a semana. Um congelava-se até que o outro se acabasse. Muitas vezes ficava-se pelo lanche. Se chegava a casa quente não havia volta a dar. As fatias saiam grosseiras ao corte tosco que a miolo quente permitia. A manteiga começava a derreter na faca assim que se aproximava do pão.
Por vezes um pão dava para a semana toda e nem por sombras que perdia a maciez do miolo nem aquele aroma do pão cozido no forno de lenha. Esse sim era o verdadeiro pão caseiro. E como tenho saudades...

Mas as mãos e os braços de quem o amassava também se cansam e o trabalho que dá nunca é pago. Nisso as máquinas ganham vantagem, em tempo e em trabalho. Além de nos permitir variar.
Este pão trouxe do Pão, Bolos e Cia., blogue que dispensa apresentações, e ficou no top dos preferidos cá de casa. Alterei apenas a quantidade de farinhas. Usei uma forma metálica de pão de forma com tampa.

É óptimo! Experimentem!

Pão semi-integral de mel e azeite

Ingredientes: 400gr de farinha de trigo T65 (usei 350gr), 200gr de farinha de trigo integral (usei 150gr), 1 colher chá de sal, 3/4 de colher chá de fermento biológico seco, 1 colher sopa de mel, 2 colheres sopa de azeite, 300ml de água morna

(mfp): Colocar a água, o sal, o mel, o azeite, as farinhas e o fermento na cuba da máquina. Seleccionar o programa "Massa". Ao fim de 45 minutos retirar a massa. Enfarinhar a bancada e tender um rolo.
Retirar, enfarinhar e tender um rolo.
Pré-aquecer o forno a 200ºC.
Colocar na forma polvilhada com farinha, tapar e deixar descansar mais 30min.
Levar a assar a forno pré-aquecido cerca de 30min, assim que tenha atingido os 180ºC.
Retirar da forma e levar uns minutos ao forno com este já desligado (omiti, por esquecimento, este passo).
Retirar novamente e deixar arrefecer numa grelha.

Notas:
- Reduzi a quantidade de farinha em 100gr;
- A farinha integral pode ser substituída por outra a gosto;
- Podem ser incluídas sementes ou frutos secos.

17 Novembro 2009

Doce de abóbora com marmelo

No fim-de-semana trouxe mais umas abóboras de casa da minha sogra. Há uns anos atrás confesso que nem que me fossem oferecidas que as aceitava. Na sopa tinha que ser bem passada para que a comesse. Comê-la à colher, nas sopas de cozido, nem pensar.. E doce de abóbora nem vê-lo. Acho que foi pura embirração porque hoje é dos legumes que mais gosto. Em tudo!

Só ainda não a usei no pão mas está para breve.

Entretanto lembrei-me que a poderia juntar a alguns frutos na confecção de doces e compotas. Não me fiquei pela ideia e pedi uns marmelos à minha sogra para fazer a experiência. Gostei tanto do resultado que vou experimentar com outros frutos.

A consistência ficou perfeita e o sabor bem… a abóbora acentuou o sabor do marmelo e amaciou-lhe a polpa. O resultado foi uma espécie de marmelada suave, leve e bastante saborosa e aromática.

Acho que ainda se está a começar a descobrir a riqueza nutricional da abóbora mas aos poucos acredito que passe a integrar mais assiduamente os nossos hábitos alimentares.

E já agora, por curiosidade, a abóbora é baixa em calorias (95% da sua composição é água) e rica em ferro, cálcio, fósforo, potássio, magnésio, zinco, fibra, riboflavina e vitaminas A, C, E e complexo B. Contém também pigmentos carotenóides como alfacaroteno, betacaroteno e luteína que protegem o organismo de doenças crónicas (cardíacas e cancerosas) e previne problemas de visão. Todas as variedades de abóbora são também laxantes e depuradoras.

Experimente e, já agora, prove-o com queijo fresco.

Doce de abóbora e marmelo

Ingredientes: 400gr de abóbora, 200gr de marmelos, 300gr de açúcar, 1 colher de café de canela, 1 colher de chá de raspa de limão,1 pitada de noz moscada (a pontinha da faca)

(T): Lave bem a abóbora e os marmelos. Descasque a abóbora, retire-lhe as pevides e corte-a em pedaços pequenos. Faça o mesmo com os marmelos mas deixe ficar a casca. Coloque num tacho fundo a abóbora e os marmelos e junte o açúcar, a raspa de limão, a canela e a noz moscada. Misture bem e leve a lume baixo para cozer lentamente. Vai-se mexendo com uma colher de pau até atingir o ponto de estrada. Retire do lume e passe o doce com a varinha mágica.
Coloque em frascos esterilizados e secos.

(B): Lave bem a abóbora e os marmelos. Descasque a abóbora, retire-lhe as pevides e corte-a em pedaços pequenos. Faça o mesmo com os marmelos mas deixe ficar a casca. Coloque no copo a abóbora e os marmelos e junte o açúcar, a raspa de limão, a canela e a noz moscada. Triture tudo 15 seg na vel 5 e programe 20 min, 100º, vel 1.
No final do tempo, substitua o copinho pelo cesto voltado de boca para baixo e programa 10 min, temp varoma, vel 1.
Coloque em frascos esterilizados e secos.

Notas:
- As quantidades indicadas dão para dois frascos médios de compota.

15 Novembro 2009

Creme de castanhas assadas_dia bege | beige day

Pessoalmente não gosto da cor creme ou bege. Se para muitos o transparente ou o branco são a ausência de cor, acho que o bege não lhe fica atrás. Para bege já basto eu nesta altura do ano. : ) Esta cor também não me traz qualquer inspiração e é de todo desprovida de sentimento. Mas porque o sentimento que me une hoje a esta cor é o da amizade e da partilha, aqui fica a minha contribuição creme para este desafio que está prestes a chegar ao fim (oohhhhhh!!!).

Creme de castanhas assadas

Ingredientes: 400gr de castanhas assadas limpas, 1 alho francês, 1 cebola, 2 cenouras, 1 courgette pequena, 1 talo de aipo, 1l de caldo de aves caseiro, 1,5 dl de natas, 2 colheres sopa de azeite, sal e pimenta preta q.b., bacon em fatias ou tiras

(T): Corte a cebola, o alho francês e o aipo em rodelas e refogue no azeite até ficarem translúcidos. Junte as cenouras e a courgette em pedaços pequenos. Junte depois as castanhas e o caldo de aves a ferver. Tape e deixe cozinhar por cerca de 30 minutos em lume médio. Reduza a puré com a varinha mágica, junte as natas e tempere com sal e pimenta preta moída na hora. Envolva e deixe levantar fervura.
Entretanto leve o bacon a tostar no microondas (programe 1 minuto na temperatura máxima). Sirva o creme de castanhas com os pedacinhos de bacon tostados.

(B): Coloque a cebola, o alho francês e o aipo no copo e pique-os 4 seg, na vel 5.
Junte o azeite e refogue 4 min, 100º, vel 1.
Junte as cenouras e a courgette em pedaços pequenos. Junte depois as castanhas e o caldo de aves a ferver e programe 25 min, 100º, vel 1. Passe a sopa 30seg na vel 5-7-9.
Junte as natas, tempere com sal e pimenta preta moída na hora e deixe cozinhar 5 min, 100º, vel 2.
Entretanto leve o bacon a tostar no microondas (programe 1 minuto na temperatura máxima). Sirva o creme de castanhas com os pedacinhos de bacon
tostados.


Notas:
- Pode usar castanhas congeladas ou cruas mas o creme não ficará com o mesmo sabor.

13 Novembro 2009

Cogumelos com tomilho, alho e limão

Dias curtos requerem receitas rápidas e práticas. Este horário de inverno troca-me as voltas e consegue-me adiantar os ponteiros do estômago. Basta olhar para a janela e ver noite cerrada às seis e meia da tarde.. Não sei vos acontece mas não me consigo convencer a lanchar.. de noite..

Bom fim-de-semana!



Cogumelos com tomilho, alho e limão


Ingredientes: uma embalagem de cogumelos portobello frescos, 2 colheres de sopa de azeite, 4 dentes de alho, 1 colher de sopa de tomilho, sumo de 1/2 limão (pequeno), sal e pimenta preta q.b.

(T): Pique os alhos o mais fino possível. Leve a lume fraco o azeite. Junte os alhos e deixe alourar. Adicione os cogumelos laminados e tempere com sal e pimenta. Cozinhe durante uns minutos. Salpique com o tomilho e regue com o sumo de limão. Envolva e deixe cozinhar por mais 3 ou 4 minutos. Sirva de imediato.

Notas:
- Sirva como entrada com pão torrado ou como acompanhamento de carnes;
- Pode usar outra variedade de cogumelos a gosto.

11 Novembro 2009

Cookies de aveia, cenoura e coco

Esta manhã observava a quantidade de pessoas que aguardavam a sua vez na grande fila para as castanhas assadas, ou não fosse hoje dia de São Martinho.
Em Outubro o vendedor de castanhas aparece com os primeiros sinais de Outono e instala-se no lugar de costume. Nos primeiros dias o movimento é significativo. Parece que toda a gente quer matar as saudades das castanhas assadas. Depois quase que se esquece. O vendedor mata o tempo a conversar com quem passa e queixa-se da crise.. Hoje, ao menos, não dará pelo tempo passar. Tem ajuda para retalhar castanhas e enrolar cartuchos de papel de jornal. As suas mãos tisnadas pelo carvão abanam energicamente o assador das castanhas, escolhem-nas e enchem os cartuxos. À dúzia é mais barato e ainda traz ou ou duas de oferta. Quem quer "quentes e boas?"


Não trago uma receita de castanhas mas de uns cookies aromáticos e óptimos para fazerem companhia a uma chávena de chá quentinha. À receita original fiz as alterações a gosto e consoante os ingredientes que tinha à mão. Preparam-se e comem-se num abrir e fechar de olhos. Uns atra´s dos outros, como as castanhas assadas. O que fica? Um inebriante aroma na cozinha..

Bom dia de São Martinho!




Cookies de aveia, cenoura e coco

Ingredientes: 1 chávena (chá) de farinha de trigo integral, 1 colher de chá de fermento em pó, 1/3 colher de chá sal, 1 chávena de aveia, 2/3 chávena de nozes picadas, 1/3 chávena de coco ralado, 3/4 chávena de cenoura finamente ralada, ½ chávena de mel, ½ chávena mal medida de azeite, 1 colher de chá de gengibre fresco ralado

(T): Pré-aqueça o forno a 180º. Numa tigela grande misture a farinha, o fermento em pó, o sal e a aveia. Adicione as nozes, o coco e as cenouras e envolva. Numa outra tigela misture o mel, o azeite e o gengibre. Adicione-lhes a mistura de farinha e envolva bem até estar tudo bem ligado. Forme pequenas bolinhas com as mãos ou com ajuda de uma colher de sopa. Disponha-as num tabuleiro de forno sobre papel vegetal. Asse-as por cerca de 10-12 minutos ou até que os cookies estejam dourados no topo.

(B): Pré-aqueça o forno a 180º.
Triture as nozes 4 seg na vel 5. Reserve. Triture a cenoura 6 seg, vel 5. Reserve.
Numa tigela grande misture a farinha, o fermento em pó, o sal e a aveia. Adicione as nozes, o coco e as cenouras e envolva.
Coloque no copo o mel, o azeite e o gengibre e misture 10 seg na vel 5. Adicione a mistura da farinha e envolva bem 10 seg na vel 4 inversa.
Forme pequenas bolinhas com as mãos ou com ajuda de uma colher de sopa. Disponha-as num tabuleiro de forno sobre papel vegetal. Asse-as por cerca de 10-12 minutos ou até que os cookies estejam dourados no topo.


Notas:
- A receita original pede óleo de coco que substitui por azeite e coco ralado e charope de maple que substitui por mel de flores;
- Não os deixe demasiado tempo no forno ou ficarão muito secos. Os dez minutos são o tempo ideal para uma consistência perfeita!

08 Novembro 2009

Panquecas de CANELA MOÍDA

O título do post não é apenas o nome da receita de hoje. Sê-lo-ía se por aí, algures na blogosfera, não existisse um blogue de pronúncia nortenha com este nome. É escrito por uma mulher do norte, com certeza! É conhecida aquém e além mar pelos seus olhos cor de canela e pela simpática, simples e descontraída forma com que recebe todos no seu blogue. Muito mais poderia dizer mas qualquer atributo que mais lhe viesse a acrescentar não traria nada de novo aos que habitualmente a visitam.
E por último, e sem querer versejar, porque nisso ela me bate aos pontos, deixo a receita com a qual a receberia num lanche em terras do sul.

Sem mais demoras e palavreado, suba a receita para comemorar o seu aniversário!

Panquecas de canela

Ingredientes: 140gr de farinha de trigo, 1 colher chá de fermento em pó, ¼ colher chá de sal, 1 colher sopa de açúcar, 1 colher sopa rasa de canela, 240ml de leite (usei magro), 1 ovo, 1 colher de sopa de óleo

(T): Peneire a farinha e o fermento numa tigela média, junte a canela, o sal e o açúcar.
Noutra tigela misture bem o ovo, o leite e o óleo. Despeje os ingredientes líquidos nos secos e envolva bem.
Aqueça uma frigideira anti-aderente em lume baixo.
Despeje porções de massa na frigideira (coloquei uma concha de sopa mal cheia por cada panqueca) e deixe fritar. Quando a superfície começar a borbulhar, vire-as e deixe dourar o outro lado. Sirva imediatamente com maple syrup ou mel e nozes.

(B): Peneire a farinha e o fermento 5 seg, vel 7-9. Junte a canela, o sal e o açúcar e envolva 5 seg, vel 4. Numa tigela misture bem o ovo, o leite e o óleo. Junte os ingredientes líquidos aos secos que estão no copo e misture 8/10 seg na vel 5. Aqueça uma frigideira anti-aderente em lume baixo. Despeje porções de massa na frigideira (coloquei uma concha de sopa mal cheia por cada panqueca) e deixe fritar. Quando a superfície começar a borbulhar, vire-as e deixe dourar o outro lado. Sirva imediatamente com maple syrup ou mel e nozes.

Notas:
- Receita adaptada (nas quantidades)
desta;
- As panquecas ficam com um sabor acentuado a canela pelo que sugiro que quem não for grande apreciador desta especiaria, reduza a quantidade para uma colher de chá.

05 Novembro 2009

Sopa de peixe folhada em comemoração tertuliana

Figo Lampo engalanou-se e vestiu-se a rigor, como manda a comemoração.
A cozinheira arregaçou mangas e entre panelas e tachos dedicou-se à criação.
Ao lume o caldo borbulhava e o aroma não deixava enganar.
A algarvia de gema preparava um banquete que à Moira sabia que ia agradar.
À saída do forno já esperava a colher que, sem demoras, se afundou sofregamente.
Provada, aprovada e fotografada estava pronta seguir destino. Do remetente,
levava apenas uma mensagem de amizade e felicitação:
“que esta data seja sempre comemorada com alegria e boa disposição!”
E agora, para quem não conhece a nossa querida Manuela,
Resta-me dizer que a simpatia e o talento são características daquela,
Que entre a cidade e a terrinha,
sonhava com uma antiga frigideira de ferro na sua cozinha!

Para assinalar esta data decidi escolher uma receita típica do Algarve e, ao mesmo tempo, uma receita semelhante já publicada pela Moira. Por sorte, a primeira sopa publicada no Tertúlia foi mesmo uma sopa de peixe. Aqui fica então a minha contribuição para comemorar os dois anos deste blogue!


Sopa de peixe folhada

Ingredientes: 1 cabeça de garoupa + 1 rabo, 200gr de camarão, 2 cebolas, 2 dentes de alho, 200gr de tomate sem pele nem sementes, 1dl de vinho branco seco, 1 folha de louro, 1/2 ramo de coentros, 1 mão cheia de massa cotovelinhos, massa folhada, azeite, sal e pimenta q.b.

(T): Numa panela leve ao lume o peixe, os camarões, uns pés de coentros, uma cebola partida ao meio, um dente de alho, a folha de louro e o sal. Retire as polpas do rabo do peixe e da cabeça. Coe a água da cozedura e reserve.
Corte a cebola em rodelas, lamine o alho e refogue no azeite. Junte o tomate, os coentros e o vinho e deixe cozinhar por uns minutos até evaporar. Passe tudo com a varinha mágica. Junte a água da cozedura e deixe levantar fervura. Adicione a massa e deixe cozinhar uns minutos. Junte as polpas do peixe e os camarões descascados.
Estenda a massa folhada, corte quatro círculos de massa folhada um pouco mais largos que a boca das tigelas refractárias onde vai servir a sopa. Pincele os rebordos das mesmas com água e tape-as com a massa folhada, unindo-as bem às tigelas.
Leve a forno pré-aquecido a 200º durante 10 minutos. Sirva de imediato.

(B): Numa panela leve ao lume o peixe, os camarões, uns pés de coentros, uma cebola partida ao meio, um dente de alho, a folha de louro e o sal. Retire as polpas do rabo do peixe e da cabeça. Coe a água da cozedura e reserve.
Coloque a cebola e o dente de alho no copo e pique 5 seg na vel 4. Junte o azeite e refogue 4 min, 100º, vel 1. Junte o tomate, os coentros e o vinho e programe 4 min, 100º, vel 1. Triture 20 seg na vel 5-7-9. Junte a água da cozedura e programe 12 min, 100º, vel colher inversa. Aos 8 minutos junte a massa. No final do tempo adicione as polpas do peixe e os camarões descascados. Estenda a massa folhada, corte quatro círculos de massa folhada um pouco mais largos que a boca das tigelas refractárias onde vai servir a sopa. Pincele os rebordos das mesmas com água e tape-as com a massa folhada, unindo-as bem às tigelas.
Leve a forno pré-aquecido a 200º durante 10 minutos. Sirva de imediato.

Aproveito para convidar todos os que visitam o figo lampo a visitar o Tertúlia de Sabores e participarem no desafio que a Moira lançou aos seus leitores.

Notas:
- Pode sempre usar o peixe todo e omitir o camarão ou a massa para a sopa não ficar tão "pesada";
- A massa folhada cobre apenas a boca da tigela, como se fosse uma tampa.

02 Novembro 2009

Risotto de abóbora e camarão

O fim-de-semana revelou-se curto. Estes dois dias de "descanso" semanal são sempre preenchidos com mil e uma coisas que queremos e pensamos fazer, já que a semana pouco tempo livre nos deixa para outros fins que não os profissionais e os domésticos.

O rumo estava definido há algum tempo e no sábado de manhã atestámos o carro e seguimos auto-estrada fora rumo a Fátima. À hora de almoço o estômago dava sinais de fraqueza. Estávamos em terras santarenas por essa altura. Procurámos, sem pensar duas vezes, a Casa do Campino onde se realiza anualmente o Festival de Gastronomia de Santarém. Os cheiros das iguarias das diversas regiões de Portugal confundiam-se no ar com o alarido das pessoas que percorriam as tascas. Olhámos os menus rapidamente e decidimo-nos por umas bandarilhas de vitela, um naco de touro estufado e uma tiborna de bacalhau, bem acompanhadas por uma sangria de frutos vermelhos. À sobremesa, na zona da doçaria, uns pastéis de Tentúgal ainda mornos. Ainda com a camisola salpicada por açúcar em pó corri à tasquinha das fogaças de Santa Maria da Feira. Fogaça no saco, estômago reconfortado. A viagem continuou até ao destino...

Entretanto, e como as abóboras continuam a reinar cá em casa, deixo-vos a sugestão deste risotto perfeito pela sua maciez e delicado sabor a abóbora e camarão. Boa semana!


Risoto de abóbora e camarão

Ingredientes: 1 ½ copo de arroz carnaroli ou arbóreo, 1 copo de vinho branco seco, 2 colheres de sopa de manteiga, 200gr de abóbora assada, ½ cebola pequena picada, 1 pitadinha de canela (a ponta de uma faca), 1 pitadinha de noz moscada, 300gr de camarões limpos, aproximadamente 1lt de caldo de legumes (usei caseiro), 1 colher de sopa de folhas de salvia fresca, 1 colher de sopa de queijo parmesão em pó, sal e pimenta q.b.

(T): Leve o caldo de legumes ao lume numa panela e mantenha-o fervilhando. Numa outra panela media refogue a cebola com 1 colher de sopa de manteiga, a canela e a noz moscada. Junte o arroz e mexa bem até todos os grãos estarem envoltos na manteiga, por um ou dois minutos. Junte o vinho branco e deixe-o evaporar um pouco. Junte a abóbora em cubinhos e vá adicionando o caldo aos poucos, mexendo sempre e deixando o arroz absorvê-lo antes de adicionar mais caldo. Deixe o arroz cozinhar durante cerca de 15/20 minutos. Tempere com sal e pimenta se necessário. No final do tempo junte os camarões limpos, a colher de sopa de manteiga e o queijo parmesão. Envolva, apague o fogo e tape a panela.
O camarão vai cozinhar com o calor do risotto. Deixe sempre o risotto mais liquido pois o arroz continua absorvendo o liquido. Salpique com a salvia fresca picada na hora e sirva imediatamente.

(B): Leve o caldo de legumes ao lume numa panela e mantenha-o fervilhando. Coloque no copo a cebola e pique 5 seg na vel 5. Junte a manteiga, a noz moscada e a canela e refogue 4 min, 100º, vel 1. Encaixe a borboleta. Programe 18 min, 100º, vel colher inversa. Deite o arroz. Aos 17 min junte o vinho branco e deixe evaporar. Aos 15 min junte a abóbora em cubinhos e metade do caldo. Tempere com sal e pimenta se necessário. Vá adicionando o restante caldo aos poucos deixando o arroz absorvê-lo antes de adicionar mais caldo. No final do tempo junte os camarões limpos, a colher de sopa de manteiga e o queijo parmesão. Coloque a tampa no copo e deixe repousar uns minutos.
O camarão vai cozinhar com o calor do risotto. Deixe sempre o risotto mais liquido pois o arroz continua absorvendo o liquido. Salpique com a salvia fresca picada na hora e sirva imediatamente.

Notas:
- Receita ligeiramente alterada (a gosto pessoal)
desta da Flávia, do blog Simplesmente Delicia.