26 Junho 2009

Canelones de espinafres e ricota

Ao sul está a ficar quente, muito quente. E cheio, muito cheio.. O meu cantinho está prestes a ficar entúpido de turistas nacionais que, por esta altura, rumam de malas, familia e animais ao Algarve para a quinzena de férias. E salve-nos o turismo nacional, ao menos. A crise fez-se notar por cá e bastante. Mas nos meses de Verão nem a estatística mais falível se enganará alguma vez.. Em Julho e Agosto, Portugal está no Algarve!

Canelones de espinafres e ricota

Ingredientes: 200gr de folhas de espinafres, 180gr de ricota, 2 dentes de alho, 8 canelones, queijo mozzarela ralado, 1,5dl de molho béchamel, 5 colheres sopa de leite, azeite, sal e pimenta q.b.
Molho de tomate: 250gr de tomate pelado em pedaços, 100gr de água, 3 folhas de manjericão, azeite, sal e pimenta preta q.b.

(T): Salteie os espinafres com azeite, dois dentes de alho bem picadinhos, sal e pimenta a gosto. Reserve até arrefecer. Junte o queijo ricota e com um garfo envolva bem até obter uma pasta. Encha os canelones com ajuda de uma manga de pasteleiro (ou uma colher de café) e reserve.
Para o molho de tomate leve ao lume o azeite e o alho picado. Junte o tomate, o manjericão picado, tempere com sal e pimenta preta e deixe refogar durante 10 minutos, ajudando a desfazer os pedaços de tomate com uma colher de pau. Junte a água e deixe cozinhar, em lume baixo, por mais 15/20 minutos mexendo de vez em quando para reduzir o molho.
Unte ligeiramente um refratário com azeite, disponha o molho de tomate, os canelones e cubra com o béchamel previamente misturado com o leite. Polvilhe com queijo ralado e leve ao forno pré-aquecido a 180º durante cerca de 20 minutos. Ligue o grill e deixe tostar por mais 5 minutos. Sirva de imediato.

Notas:
- Se desejar um molho de tomate menos pedaçudo triture-o com a varinha mágica no final;
- Pode substituir o queijo ricota por requeijão, obtendo um sabor mais intenso a queijo.

23 Junho 2009

"São João, São João, São João, dá cá um balão para eu brincar"

Santo António a 13, São João a 24 e São Pedro a 29.

Cantigas populares e bailaricos,
quadras em manjericos.
Ruas engalanadas com arcos e balões,
grupos musicais a animar os serões.

Mastros forrados a murta e rosmaninho,
às marchas populares abrem caminho.
Descem pela avenida trajadas de feição
cantam e acenam com o arco e o balão.
Gente na rua a comer e a bailar
E a sardinha sempre a assar.
Bebe-se sangria a jarro
come-se a sardinha no pão.
E volta-se com outro jarro na mão.

O cheiro a rosmaninho queimado já paira no ar
e as meninas estão prontas para a fogueira saltar.

Os conjuntos populares ditam o passo do bailarico.
É tempo de bailar até cansar. Roda e torna a rodar.
A noite cheira a sardinha e a rosmaninho
O movimento começa a abrandar.
Nas mesas uma última rodada de sangria e a bela bifana no pão a rematar.


Sangria tinta

Ingredientes: 2 laranjas grande, 1 maçã grande, 1 limão, 1 pêssego maduro, 2 paus de canela, 5 colheres de sopa de açúcar amarelo, 1lt de vinho tinto, 1 cálice de licor beirão, 1 cálice de martini bianco, 1 garrafa de bebida de laranja gasosa (tipo fanta)

(T): Corte a maçã, as laranjas e os pêssegos em pequenos quartos. Regue com o sumo de limão, misture o açúcar e os paus de canela e envolva bem. Deixe a macerar durante cerca de 30/40 minutos.
Misture entretanto o vinho com as restantes bebidas alcoólicas e o sumo gasoso. Junte a mistura de frutas macerada e mexa bem. Sirva com pedras de gelo na hora.

São assim as comemorações dos Santos populares por cá. Muita gente na rua, muita animação e claro, muita sardinha no pão. Amanhã já há festa a valer e eu lá estarei.

Entretanto deixo este post à simpática Ana Kadja para sua "Quadrilha Gastronómica na Blogosfera" sobre as tradições gastronómicas das festas juninas por todo o mundo. Boa continuação de festas juninas por aí!

Notas:
- As frutas usadas devem ser a gosto pessoal, podendo acrescentar ou subtrair algumas;
- Se gostar de uma sangria mais forte não coloque todo o conteúdo da garrafa de sumo;
- A tradicional desta quadra festiva é a tinta mas tanto a branca como a de espumante são igualmente muito boas!

21 Junho 2009

Mousse de gengibre-limão e um apelo_dia branco | white day

wit, blanco, bilá, blanc, white, bianco, beyac, bijelo, Alb, λευκό, सफ़ेद, белый.. Branco. O idioma pouco importaria se o mundo inteiro se unisse pelo bem mais grandioso que esta cor simboliza, se o mundo inteiro se fizesse valer pelos valores deste bem. A Paz.

Pouco há a dizer sobre este tema. Ou talvez haja muito, não sei. Correm rios de tinta em jornais e revistas, gastam-se fortunas em campanhas, assinam-se acordos e tratados, estabelecem-se pactos, nomeiam-se Prémios Nobel e Embaixadores.. E tudo isto para quê? Será tão difícil assim entender que se a paz não estiver na alma de cada de um, de pouco servirão ao mundo as boas intenções? Pensemos nisto! "A paz não é um bandeira branca, é uma alma limpa."

E porque branco também é cor que da amizade e da partilha, aqui fica o meu contributo para o desafio do Delicias e Talentos, da Mary, que hoje vestirá de branco dezenas de blogues gastronómicos.

Bom dia BRANCO a todos!



Mousse de gengibre-limão

Ingredientes: 4 ovos grandes (240gr), 160gr de açúcar, 140gr de sumo de limão, 1 colher de chá de gengibre fresco ralado, 300gr de natas bem frescas


(B):
Encaixe a borboleta e coloque no copo os ovos, o açúcar, o sumo de limão e o gengibre. Programe 4 min, 100º, vel 2. Programe mais 5 minutos, temp 80º, vel 1.
Coloque a mistura num recipiente, cubra com película aderente e deixe arrefecer no frio por cerca de 30 minutos.
Lave e seque o copo, encaixe a borboleta e bata as natas bem firmes 3 min, vel 3 1/2. Envolva delicadamente no preparado de limão. Leve ao frio durante 30 minutos, no mínimo, antes de servir.


(T):
Num pequeno tacho leve ao lume os ovos, o açúcar, o sumo de limão e o gengibre. Mexa bem e deixe cozinhar em lume brando durante cerca de 4/minutos, até obter uma mistura cremosa. Baixe o lume e deixe cozinhar por mais 7 a 9 minutos até que a misture fique com consistência suficiente para aderir à parte traseira de uma colher. Coloque a mistura num recipiente, cubra com película aderente e deixe arrefecer no frio por cerca de 30 minutos.
Bata as natas bem firmes e envolva delicadamente no preparado de limão. Leve ao frio durante 30 minutos, no mínimo, antes de servir.


Notas:
- Receita
daqui.
- Esta mousse fica com um sabor e consistência fantásticos! Perfeita para este tempo quente.

20 Junho 2009

Bolo das Rosas

Sempre ouvi dizer que é bom recordar sabores. Diz que é uma espécie de magia que inebria a alma, aviva o palato e leva-nos a viajar no tempo. Concordo. Mas verdade seja dita que estas recordações trazem quase sempre o pecado da gula atrás... Não sei se a saudade era muita, o que é certo é que este bolo desapareceu muito antes de poder sequer pensar em saborear os momentos que me o fizeram recordar..
 

Bolo das Rosas

Ingredientes:

Massa: 550gr de farinha, 20gr de fermento de padeiro fresco (ou 1 saqueta em pó), 2,5dl de leite, 125gr de manteiga, 2 ovos, uma pitada de sal
 
Recheio: 125gr de manteiga, 125gr de açúcar, 125gr de amendoas trituradas
 
Calda: 390gr de água, 180gr de açúcar, 1 vagem de baunilha (não usei)
 
(B): Deite o leite no copo e programe 3 min, temp 50º, vel 1. Junte o fermento 10 seg, vel 4 e depois a manteiga 15 seg, vel 4. Adicione a farinha com o sal 20 seg, vel 6. Na velocidade 3 e com a maquina em movimento, junte os ovos e bata 3 minutos no modo espiga. Deixe a massa repousar no copo da maquina durante 30 a 40 minutos ou até dobrar de volume.
 
(mfp): Coloque todos os ingredientes da massa na cuba da máquina e seleccione o programa “Massa”.
 
(T): Dissolva o fermento e o sal no leite morno. Amasse a farinha com a manteiga derretida. Deite o leite aos poucos e amasse até estar seco. Acrescente depois um ovo de cada vez e amasse muito bem, deixando levedar até dobrar de volume (aproximadamente 1 hora).
Aproveite para forrar uma forma de mola (diametro 26cm) com papel vegetal. Estenda a massa, polvilhando com farinha a bancada e comece a trabalhá-la. Com a ajuda do rolo da massa forme um rectângulo. Pincele o rectângulo com a manteiga derretida e espalhe por cima a amêndoa misturada com o açucar. Comece a enrolar a massa com este recheio como se de uma torta se tratasse. Enrole-a sobre o lado menor, resultando um comprimento de rolo maior. Com uma faca afiada apare as pontas e divida-o em partes iguais. Faço 9, uma para o centro e oito em redor e disponho na forma untada e coberta com pael vegetal. Deixe levedar mais 30 minutos. Leve ao forno quando as rosas ocuparem o espaço todo e se pressionarem entre si.
Enquanto o bolo está no forno, prepare a calda. Coloque todos os ingredientes no copo da Bimby e programe 20 min, temp varoma, vel 1, ou leve a lume brando num tacho, mexendo sempre até engrossar e ganhar o ponto de calda. Desenforme, coloque no prato de servir e regue com a calda.


Notas:
- Receita retirada daqui.

17 Junho 2009

american style pancakes

Já tinha saudades de acordar de manhã e fazer uma torre de panquecas para o pequeno-almoço. Estes dias em casa deram-me algum tempo extra para me dedicar a algumas coisas que me dão prazer e que acabam por se perder na correria diária.


Estas panquecas são perfeitas para uma manhã de fim-de-semana. São fáceis de fazer, bastando ter à mão um copo/caneca para medir a farinha e o leite. O que as torna diferentes, na textura e volume, são as claras em castelo. Impossível de resistir, ora espreitem as fotos..

Panquecas à americana


Ingredientes: 1 copo de leite, 1 copo de farinha de trigo com fermento, 2 ovos, 1 colher de sopa de açúcar, uma pitada de sal


(T): Bata as claras com uma pitada de sal em castelo firme e reserve. À parte misture bem o leite com as gemas, o açúcar e farinha até obter uma mistura cremosa. Envolva as claras delicadamente.

Leve ao lume uma frigideira antiaderente. Se necessário pincele-a com um pouco de manteiga. Quando estiver quente coloque uma pequena porção de massa (2 colheres de sopa cheias) no centro da frigideira e deixe dourar de ambos os lados. Repita a operação até terminar a massa.

(B): Coloque a borboleta nas lâminas e bata as claras em castelo (com o sal) 6 min, vel 3. Reserve num recipiente à parte. Sem lavar o copo misture o leite, as gemas, o açúcar e a farinha 30seg, na vel 5. Envolva as claras delicadamente.
Leve ao lume uma frigideira antiaderente. Se necessário pincele-a com um pouco de manteiga. Quando estiver quente coloque uma pequena porção de massa (2 colheres de sopa cheias) no centro da frigideira e deixe dourar de ambos os lados. Repita a operação até terminar a massa.


Notas:
- Usei como medida 1 cup americano.

15 Junho 2009

..De volta..

Estou de volta. Aos poucos. Como me for permitido. O meu sonho está concretizado e à minha frente o mundo tem um brilho diferente, de contornos mais perfeitos e ajustados. Foram-se finalmente as seis dioptrias que tantos anos me fizeram ver o mundo de esguelha. E tudo em cerca de dez minutos de cirurgia. Safa que isto assim é outra coisa!!

Obrigada pelos vossos comentários à Rosa Carmim. Prometo trazer novidades dela mais vezes. ; ) Prometo também que nos próximos dias coloco a leitura das vossas novidades em dia.


Focaccia de tomate e alecrim


Ingredientes: 500gr de farinha de trigo, 1 saqueta de levedura seca (11gr), 315ml de água morna, 15gr de sal, 15gr de açúcar, 20 a 30 tomatinhos cereja, 1 colher de sopa de alho em pó, azeite, pimenta preta moída, flôr de sal e alecrim q.b.

(mfp): Colocar a água morna, o sal, o açúcar, a farinha e a levedura seca (por esta ordem) na cuba da máquina de pão. Ligar no ciclo amassar. Entretanto unte um tabuleiro com azeite e polvilhe com farinha.
Quando a máquina terminar de amassar abra-a com as mãos na bancada polvilhada com farinha. Coloque-a depois no tabuleiro e com as pontas dos dedos vá esticando-a de modo a cobrir todo o tabuleiro uniformemente.
Com o dedo polegar ou com a extremidade de uma colher de pau vá
fazendo as covinhas características da focaccia. Disponha por cima da massa os tomatinhos cereja previamente temperados com sal, azeite e pimenta e ligeiramente esmagados. Polvilhe com o alho em pó e com as folhinhas de alecrim fresco. Regue com bastante azeite e leve ao forno pré-aquecido a 200º por 20 minutos ou até dourar.
Ao retirar do forno regue com mais um pouco de azeite. Sirva morna ou fria.


Notas:
- Receita adaptada
daqui;
- Pode substituir o alecrim por outras ervas aromáticas a gosto;
- Pode usar outros ingredientes a gosto na cobertura.

08 Junho 2009

Rosa Carmim

Sai de mansinho de casa. Bem arranjada e penteada. E perfumada como convém. O pó solto sobressai-lhe as maçãs do rosto ameninado. E nos lábios um toque de batom de brilho acentua o sorriso rasgado que a caracteriza. Na rua ninguém fica indiferente à sua presença.
"Boa tarde menina!", ouve-se à sua passagem. Ela sorri, acena docemente e continua o seu caminho em passos largos. Vai procurar a felicidade, revelava o seu pequeno diário. E como a alegria transbordava das suas palavras.. Mas Rosa nunca foi sábia na escolha das suas paixões. Nestas coisas o coração é quem manda e isso não podemos contrariar, dizia.
Rosa chega finalmente ao seu destino. O relógio marca 10 minutos antes da hora marcada. Rosa não perde tempo e de espelhinho em punho, ajeita os seus rebeldes caracóis cor de canela. Sorri e olha novamente ao relógio. Passa as mãos levemente pelo vestido e aguarda anciosamente que os dez minutos corram.
14h00. O coração bate em ritmo acelerado e as mãos transpiram. Rosa está impaciente. São 35 anos à espera do amor eterno, como teima em lhe chamar. Não quer acreditar que esta seja mais uma rasteira da vida. Não será. Os segundos esfumam-se e o Francisco teima em não aparecer. 14h30. Nem sinal. Rosa tira da mala um pequeno papel amaxucado e torna a ler o rascunho da mensagem que lhe tinha deixado em letras miudinhas: "Às 14h00 espero-te no jardim do sol nascente. Com saudade, Rosa carmim."
Era tudo tão perfeito! Tinhamo-nos visto a primeira vez num final de tarde na praia. Lembro-me do seu tom de pele dourado. Dos cabelos molhados a pingar água salgada na minha cara quando nos conhecemos. Desde esse dia tinha pouco nos tínhamos visto. Trocávamos mensagens de desejo. Calorosas. Estava apaixonada e apesar de resistir a todas as tentativas de contaco mais próximo, o desejo tornava-se incapaz de controlar. O medo e a mágoa do passado não me deixavam continuar. Mas, naquele dia o impulso de Francisco fora mais forte. O beijo aguçou o desejo e a noite pareceu não ter fim. Não estava em mim. Ao chegar a casa ainda trazia o seu cheiro entranhado na minha pele. O sorriso transbordava da minha face. Deitei-me ainda no sonho e desejei que aqueles momentos se tornassem a repetir, muitas e muitas vezes.15h05 e Rosa continua sozinha. O vestido está feito num trapo das vezes que já se sentou e levantou em desespero. Na mão direita segura de punho cerrado o pequeno papel amaxucado. De olhar perdido no vazio, Rosa regressa a casa em passo curto e pesado.
"Boa tarde menina!", ouve-se à sua passagem. Rosa prossegue de cabeça baixa. Entra em casa de mansinho, abre o seu pequeno diário e escreve: "O meu sonho já não mora aqui. Rosa Carmim".

Mousse de framboesa e mascarpone com oreos
Ingredientes: 135gr de framboesas frescas, 80gr de açúcar, 150gr de queijo mascarpone, 2 folhas de gelatina, 2dl de natas frescas, 120gr de bolachas oreo (pesadas sem o creme)
(T): Com ajuda de uma faca retire o recheio das bolachas e triture-as finamente. Reserve.
Demolhe as folhas de gelatina em água fria.
Num tacho leve a lume brando as framboesas e o açúcar até obter uma consistência semelhante à de um doce (cerca de 10 min). Retire do lume, passe por um passador de rede não muito fina para coar as sementes e deixe arrefecer. Misture o queijo mascarpone e envolva bem com a batedeira eléctrica.
Derreta a gelatina no microondas durante cerca de 10 seg.
Bata as natas bem frescas até estarem firmes e incorpore a gelatina.
Envolva-as cuidadosamente no preparado de framboesa.
Numa taça grande ou em tacinhas individuais, intercale camadas de mousse e de oreos, começando e terminando com a mousse. Leve ao frigorifico durante 30 minutos e sirva decorado a gosto.
(B): Com ajuda de uma faca retire o recheio das bolachas e triture-as 10 seg, na vel 7. Reserve. Demolhe as folhas de gelatina em água fria.
Coloque as framboesas e o açúcar no copo e programe 10 min, 100º, vel 2 inversa.
Passe por um passador de rede não muito fina para coar as sementes e deixe arrefecer.
No copo misture o queijo mascarpone com o preparado das framboesas, 20 seg, vel 3/4.
Derreta a gelatina no microondas durante cerca de 10 seg.
Bata as natas bem frescas até estarem firmes e incorpore a gelatina (não usei a Bimby).
Envolva-as cuidadosamente no preparado de framboesa. Numa taça grande ou em tacinhas individuais, intercale camadas de mousse e de oreos, começando e terminando com a mousse. Leve ao frigorifico durante 30 minutos e sirva decorado a gosto.
Deixo-vos uma das estórias da Rosa (personagem ficticia criada por mim), esta mousse, e um até breve, enquanto vou à capital em busca do sonho desejado.. ; )

06 Junho 2009

Pesto de rúcula

Há dias dei um desbaste no meu arbusto de rúcula. Aconselho a quem gosta de rúcula que a plante num vaso. Cresce a um ritmo alucinante, propaga-se com bastante facilidade e dá colheita praticamente durante todo o ano.
Para terem noção o desbaste rendeu um molho com 1,400kg....

Para além das folhas, que possuem um cheiro apimentado e quente que se solta assim que as colhemos, pode também comer-se as suas flores que podem ser brancas ou amarelas.

Quanto mais tempo as folhas forem deixadas no caule, mais "picantes" se vão tornando, mas não convém deixar desenvolver muito as flores, pois as folhas perderão a intensidade do seu sabor.

Utilizo-a essencilamente em saladas, massas, quiches, sopas e para fazer pesto. Fica óptimo, mas bem mais apimentado que o de manjericão. Aconselho! Vamos ao molho?


Pesto de rúcula

Ingredientes: 100 gr de rúcula, 40 gr de nozes, 50 gr de queijo parmesão, 2 pézinhos de salsa, 100gr de azeite
 
(B): Triture o queijo parmesão 15 seg na vel 5-7-9. Adicione as nozes, a salsa e a rúcula e triture tudo na velocidade 9, durante cerca de 15/20 seg. Com a máqina ligada na velocidade 5, deite o azeite em fio na tampa, com o copinho colocado (para evitar salpicos).

(T): Triture o queijo e junte as nozes, a salsa e a rúcula. Triture até obter uma pasta. Adicione o azeite em fio, triturando novamente.


Notas:
- Não coloquei sal porque o quejo já é salgado;
- Pode substituir-se as nozes por pinhões.

03 Junho 2009

Perna de perú com cerveja

As formigas andam num corre corre que só visto. Carregam tudo o que encontram e lá vão elas em filinha indiana abastecer os aposentos para o Inverno. Nunca me esqueci da história da cigarra e da formiga que me contaram na escola. Há cerca de um mês que andam nisto. As sementes dos plátanos que nesta altura se desfazem numa penugem miudinha e me inundam o quintal, rodopiam ao longo do caminho e rapidamente desaparecem à entrada do formigueiro. Às vezes dou por mim a segui-las e admirar o seu trabalho. As cigarras, essas também já cantam. Nos dias mais quentes a rua parece derreter ao calor e ao cantar ininterrupto das cigarras. O verão está mesmo ai a chegar!

E como não é só o calor que aperta mas o tempo também, deixo-vos uma receita prática e rápida para os dias em que o nosso corre corre não permite grandes divagações culinárias.

Perna de perú com cerveja

Ingredientes: 1 perna de perú golpeada, duas cebolas médias, 4 dentes de alho, 1 colher de chá de pimenta da Jamaica em grão, 1 folha de louro, 1/2 pacote de sopa de cebola instantânea, 2dl de cerveja, 0,5dl de água, azeite q.b.

(T): Cubra o fundo da panela de pressão ou de um tacho largo com azeite, uma cebola fatiada, a folha de louro e os dentes de alho laminados. Disponha por cima a perna de perú e cubra-a com a outra cebola fatiada. Polvilhe com a sopa de cebola e regue com a cerveja e a água. Deixe cozinhar em lume brando durante cerca de 30/40 minutos até a carne estar macia e se desprender do osso.

Notas:
- Não costumo colocar sal porque a sopa de cebola já tem sal suficiente;
- Peça no talho para darem 3 golpes na perna de perú. Será mais rápido de cozinhar e absorverá melhor o sabor dos temperos.